segunda-feira, 20 de abril de 2009

O HOMEM DO CÉU

O Homem do Céu

A realidade, mas não a verdade
Os pastores e missionários, Yun e Isaac, estiveram na Lagoinha para compartilhar sobre as experiências vividas como evangelistas e discípulos de Jesus, com ênfase no trabalho desenvolvido com a Igreja perseguida, e provaram que a realidade aparentemente cruel da perseguição, não pode ser traduzida nem comparada à verdade de serem em Cristo, "Cidadãos do Céu". Saiba mais!

Estiveram na Lagoinha, nos dias 3 e 4 de abril, os pastores e missionários chineses, Yun e Isaac, para compartilhar com a igreja as experiências como evangelistas e discípulos de Jesus. O Irmão Yun ministrou na sexta-feira, 3/4, momento no qual testemunhou os fatos relatados no livro de sua autoria, "O Homem do Céu". A vida desse homem traduz a paixão e o amor de alguém que tem a convicção daquilo que lhe foi proposto: obedecer a Deus e levar o evangelho onde o mesmo é desconhecido, e fazer assim discípulos fiéis, capazes de entregar a própria vida por amor a Cristo.

O culto de 3/4 teve início às 19h, sob a ministração de Ana Paula Valadão Bessa, líder do Ministério Diante do Trono, acompanhada da banda do Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono – CTMDT, responsáveis por conduzir o momento de louvor. Aproximadamente 5.500 estiveram na Lagoinha para, em um só Corpo, adorarem ao Senhor e ouvirem a mensagem de Yun.

Yun compartilhou detalhes sobre sua conversão. Ele contou da importância da mãe para a concretização do seu "novo nascimento": "Minha mãe aceitou Jesus sendo evangelizada por uma missionária ocidental. Em 1949, no governo de Mao Tsé Tung, todos os missionários foram expulsos e em 1958 eu nasci, numa época de grande fome na China. Momento no qual meu irmão faleceu como milhares de pessoas por causa da fome. Logo depois do falecimento do meu irmão, descobrimos que meu pai estava com câncer. Realmente foi uma situação muito difícil. Minha mãe já conhecia o evangelho, mas o "ladrão" vem para roubar, matar e destruir. Quando o ateísmo reinou na nação, o inimigo roubou a fé e o amor que minha mãe tinha por Jesus. Quando ela perdeu a fé, o inimigo tentou destruir minha família. Minha mãe estava numa situação difícil, pois não sabia quanto tempo ia durar a fome e a doença do meu pai, que estava grave, e diante da situação tomou a decisão de suicidar. Contudo ela ouviu uma palavra de Deus dizendo: "Filha, volta para casa". Isso trouxe o conforto e poder. Então ela se ajoelhou e começou a clamar o nome de Deus. Ela não sabia o que falar. Ela queria se arrepender, mas não sabia como. E como na história do filho pródigo, era o amor de Deus que estava abraçando-a. No meio da noite, minha mãe acordou todos os nossos irmãos e disse: 'Filhos, acordem, vamos clamar a Jesus pela cura do pai'. Foi a primeira vez que eu ouvi o nome de Jesus. Então nós vimos que mamãe clamava com lágrimas o nome de Jesus pela cura do papai, e assim nós também o fizemos. E mesmo tendo sido infiéis, Deus sempre foi fiel para conosco. Uma semana depois meu pai foi curado do câncer. Eu sempre encorajo as pessoas dizendo que as nossas lágrimas podem salvar os nossos familiares. Aleluia! E afirmou: "Depois que conheci a Cristo nunca mais parei de pregar". Yun contou detalhes sobre o chamado que Deus o entregou, o de levar o evangelho ao oeste e sul da China. Ele afirmou que a partir daquele dia ele entregou a vida para esse propósito.

Dentre muitos fatos, algo marcou: Yun nunca desistiu de seguir a Cristo, quem o motivou em todos os momentos, inclusive num dos mais difíceis, o tempo em que ficou na prisão. Ele que chegou a ter suas pernas despedaçadas pelos guardas da prisão para que nunca mais pudesse andar, mais uma vez demonstrou sua fidelidade à visão da Grande Comissão: "A prisão pode prender um pregador, mas não pode prender a ação do evangelho", afirmou Yun.

O pastor afirmou que a principal estratégia de evangelismo na China é compartilhar sobre o que Jesus tem feito e é capaz de fazer na vida de alguém. É testemunhar as obras de Cristo às pessoas próximas, tais como aos cônjuges, filhos e outros parentes. Algo que, segundo ele, não foi proibido pelo governo: "Quando uma pessoa se torna um crente, a primeira coisa que faz é compartilhar com os amigos e parentes, é como se fosse uma estratégia natural. Por exemplo, quando meu pai foi curado, a primeira coisa que ele fez foi dizer aos seus pais e parentes que Jesus salva e cura. Na época o governo chinês proibia qualquer tipo de reunião evangélica, mas não proibia conversar com os nossos parentes. Quando os nossos parentes nos visitaram, e viram o meu pai quase morrendo e depois curado, entenderam que o Evangelho não consistia em palavras, mas no poder de Deus. Por causa da cura do meu pai, meus parentes foram salvos por Jesus", afirma Yun e complementa: "A perseguição na China não será fácil de parar. Como a Bíblia diz, todos aqueles que querem viver em Cristo serão perseguidos. A nossa oração não é pedir a Deus para parar a perseguição, mas que no meio dela, os cristãos não desistam de pregar o evangelho. Aqueles que querem seguir a Jesus precisam negar a si mesmos. A grande ajuda que podemos receber e que a Igreja do Senhor ore por nós", afirmou Yun.

Yun ministrou ainda para os pastores e líderes na manhã do sábado, 4/4. Após um louvor abençoado, ministrado por Breno e banda, Yun trouxe uma palavra de encorajamento e deu diversos conselhos aos que ali estavam. Falou da importância de as igrejas colocarem um fim às divisões, e a partir daí andarem na mesma visão e propósito. Afirmou que os filhos de Deus precisam estar em constante vigilância e oração. "É preciso testemunhar e pregar. Deus busca pessoas que oram, que têm coragem e obedecem", afirmou. Yun incentivou as pessoas a pagarem um preço de oração pela Europa, em especial pela Alemanha, responsável instaurar o protestantismo no mundo e afirmando que o mundo tem uma dívida espiritual para com o Continente. E profetizou: "Deus usará a igreja avivada no Brasil para evangelizar a Europa. Deus quer que o Brasil seja um discípulo diferente. Há uma geração de André no Brasil". Yun esteve ainda, na noite de sábado, no Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono e de forma resumida compartilhou com os jovens parte das mensagens que havia ministrado na Lagoinha. Momentos proféticos marcaram a passagem de Yun pelo CTMDT. Ele profetizou muitas bênçãos à Escola. Ministrou sobre a vida dos líderes e professores e num momento ímpar, alguns alunos lavaram os pés de missionários europeus que assistem membros da igreja perseguida e que acompanham Yun nessa viagem ao Brasil. A igreja brasileira ali representada ministrou que a Europa não será mais a mesma num ato de amor e, principalmente, profético.

O pastor Isaac Liu, filho de Yun, falou aos jovens da Mocidade Lagoinha, no culto de sábado, 4 /4. Ele compartilhou seu testemunho passando por desde o momento de sua conversão, aos oito anos de idade, até os dias de hoje, aos 24, em que é pastor de jovens em uma igreja na Europa. "Eu sou um missionário chinês na Europa", disse. Ele incentivou aos jovens da Lagoinha a procurarem Deus de todo o coração, se achegando a Ele com o coração puro, "Deus procura pessoas que não queiram roubar a glória Dele", afirmou o jovem que quase teve sua vida "interrompida" por um aborto que pela graça de Deus não ocorreu. Aos sete meses de gravidez, a mãe de Isaac teve sua casa invadida por guardas chineses que decretaram uma data para a realização de um aborto, alegando que a criança não poderia nascer. A esposa de Yun clamou ao Senhor e assim como a Ana, mãe de Samuel, dedicou o filho ao Senhor naquele momento. Um dia antes da data marcada para a realização do aborto, a senhora Liu deu à luz.

Isaac falou do desejo de voltar à China: "Eu espero que possa ir para a China. O meu coração bate muito forte pelos irmãos perseguidos, que estão na prisão, e principalmente pelas mães e filhos que têm seus cônjuges e pais aprisionados. Porque eu mesmo passei por isso, sendo um exemplo em minha família. Por isso desejo que essas mães e filhos não fiquem no esquecimento do povo", emociona-se Isaac, relembrando dos momentos que junto aos irmãos procurava comida no lixo devido às dificuldades que a família enfrentava.

Esses dias certamente ficarão marcados no coração de cada pessoa que teve a oportunidade de ouvir e vivenciar tudo o que foi relatado por Yun, Isaac e também pelos missionários brasileiros e europeus que jamais poderiam ficar sem serem mencionados, mas que aqui, preservaremos suas identidades porque são perseguidos justamente por realizarem a missão que lhes foi proposta. Mas aqui, seja dada a honra a eles que merecem admiração e mais do que isso, as orações de cada um que teve a oportunidade de conhecê-los.

A vinda de Yun, Isaac e os missionários vindos da Europa, foi possível graças a iniciativa dos irmãos da Editora Betânia, na pessoa de seus representantes, o Pr. Carlos Paiva e Viviane Guimarães, que os auxiliaram todo o tempo, assim como os irmãos, Pr. José Raimundo e Sandro, do Ministério de Eventos de nossa igreja, que também auxiliou. Um carinho especial também à missionária Cristina e ao Pr. Chang, que fizeram o serviço de tradução.
Deus abençoe a todos!

Um recado à igreja brasileira
Em entrevista coletiva Yun contou que a primeira impressão que teve ao chegar ao Brasil foi a de que o Reino de Deus está estabelecido na nação, "A primeira palavra que Deus me deu ao chegar ao Brasil é que o Reino de Deus está estabelecido nessa nação. A impressão que tenho do povo brasileiro é que são muito simpáticos e calorosos. Eu acredito que Deus vai usar muito o povo brasileiro porque para pregar o Evangelho e preciso de paixão e os brasileiros têm isso", e profetizou, "Que a vontade de Deus seja feita na terra como no céu", diz Yun.

:: Por Vanessa Freitas
vanessa.freitas@lagoinha.com

Pr André

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