quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Hamas em suas próprias palavras

Os trechos do Estatuto do Hamas citados neste artigo foram traduzidos diretamente do original em árabe.

O Hamas em suas próprias palavras

Muitos ainda acreditam que o Hamas é um partido político que chegou ao poder através de eleições democráticas. Outros o consideram uma organização terrorista. Veja como o Hamas apresenta a si mesmo em seu Estatuto de 1988 (o texto completo está disponível aqui).
O Hamas foi fundado em 1987, durante a primeira Intifada (rebelião dos palestinos). Ele se considera o ramo palestino da Fraternidade Muçulmana, que surgiu no Egito na década de 1920 e representa o islã fundamentalista. Inicialmente, o Hamas se via como “instância moral e social”, mas logo foi ativado um braço militar, que passou a usar de violência contra Israel e também contra os próprios palestinos na Margem Ocidental e na Faixa de Gaza. Para alcançar seus objetivos, o Hamas participou das eleições da Autoridade Palestina no dia 25 de janeiro de 2006, nas quais obteve 44% dos votos. Pouco depois houve conflitos sangrentos entre palestinos adeptos da Fatah e seguidores do Hamas, que prosseguem até hoje. Finalmente, no dia 12 de junho de 2007, grupos armados do Hamas tomaram o poder pela força na Faixa de Gaza.
Em 1988 o Hamas aprovou um Estatuto, que é até hoje o documento ideológico básico dessa organização islâmica radical. Nele se lê sobre os objetivos do Hamas:
“O Movimento de Resistência Islâmica é um movimento palestino distinto, que é leal a Alá, adota o Islã como modo de vida e se dedica a levantar a bandeira de Alá sobre cada centímetro da Palestina”. (Artigo 6)
O Artigo 15 conclama à guerra santa: “No dia em que o inimigo conquista alguma parte da terra muçulmana, a jihad (guerra santa) passa a ser uma obrigação de cada muçulmano”.

Já no preâmbulo se lê: “Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele”.
E, para não deixar dúvidas, o Artigo 14 declara: “...a Palestina é uma terra islâmica... a libertação da Palestina é uma obrigação pessoal de cada muçulmano, onde estiver”.
A seguir, o Artigo 15 conclama à guerra santa: “No dia em que o inimigo conquista alguma parte da terra muçulmana, a jihad (guerra santa) passa a ser uma obrigação de cada muçulmano. Diante da ocupação da Palestina pelos judeus é necessário levantar a bandeira da jihad (guerra santa)”.
A respeito de negociações de paz, o Estatuto explica: “As iniciativas, as assim chamadas soluções pacíficas, e conferências internacionais para resolver o problema palestino se acham em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica, pois ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica... Tais conferências não passam de um meio para dar poder aos hereges para se instituírem como árbitros sobre terras muçulmanas... Iniciativas de paz, propostas e conferências internacionais são perda de tempo e uma farsa...” (Artigo 13).
Sobre o vizinho Egito lemos no Artigo 32: “Já levaram o Egito para fora do círculo do conflito, em grande parte através do traidor Acordo de Camp David... Deixar o círculo do conflito com o sionismo é um ato de alta traição; todos os que o fazem devem ser amaldiçoados”.
“Iniciativas de paz, propostas e conferências internacionais são perda de tempo e uma farsa...” (Artigo 13).

Todo o documento reflete uma incitação anti-semita aberta: “A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por matá-los...” (Artigo 7) E mais: “Os inimigos têm feito planejamento inteligente e cuidadoso, durante muito tempo, a fim de chegar ao ponto em que chegaram, com emprego de métodos que afetam o curso dos acontecimentos. Dedicam-se a acumular imensos recursos financeiros que empregam para realizar os seus sonhos... Com dinheiro assumem o controle da mídia mundial – agências de notícias, jornais, editoras, serviços de radiodifusão, etc. Com dinheiro promovem revoluções em vários países mundo afora, para servir aos seus interesses e obter lucros. Estiveram por detrás da Revolução Francesa e da Revolução Comunista e se acham por detrás da maioria das revoluções de que ouvimos falar, de tempos em tempos, aqui e ali. Com dinheiro criaram organizações secretas, em todo o mundo, a fim de destruir as sociedades respectivas e servir aos interesses sionistas, organizações tais como os Maçons Livres, Rotary Clubes, Lions, os Filhos da Aliança (B’nei Brith), etc. Todas essas organizações servem para fazer espionagem e sabotagem... Estiveram por detrás da Primeira Guerra Mundial, por meio da qual obtiveram a destruição do Califado Islâmico, tiveram altos ganhos materiais, passaram a controlar numerosos recursos naturais, obtiveram a Declaração Balfour e criaram a Liga das Nações Unidas (assim no original), para poder governar o mundo por meio dessa Organização. Estiveram, também, por detrás da Segunda Guerra Mundial, através da qual juntaram um tremendo lucro...” (Artigo 22).
O Artigo 32 afirma: “o plano sionista não tem limites, e depois da Palestina pretenderão se expandir do Nilo até o Eufrates, e quando terminarem de devorar uma área, estarão famintos para novas expansões... o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) se vê como ponta de lança ou como um passo à frente no caminho da vitória. Junta suas forças às forças de todos que se encontram atuando na arena palestina. Aguarda agora pelos passos a serem tomados pelo mundo árabe e islâmico. O Movimento de Resistência Islâmica se acha muito bem qualificado para o próximo estágio da luta contra os judeus, os instigadores das guerras”. (http://www.beth-shalom.com.br)
Para ler o texto completo do Estatuto do Hamas, clique aqui. Repasse essas informações para seus conhecidos: mostre-lhes os reais objetivos e propósitos desse movimento, que grande parte da mídia apresenta positivamente.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, março de 2009.

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