sexta-feira, 30 de julho de 2010

Polícia invade Catedral católica belga ao investigar pedofilia

Batidas policiais na Igreja Católica da Bélgica comparadas ao castigo babilônico

Hilary White
BRUXELAS, Bélgica, 28 de junho de 2010
(Notícias Pró-Família) —
Uma batida policial, a detenção de bispos e o confisco de arquivos sobre abuso sexual perpetrado por padres podem ser vistos como uma forma de castigo por décadas de dissidência descarada das autoridades católicas na Bélgica, as quais não seguiam os ensinos católicos, disse um proeminente líder pró-vida.
A polícia de Bruxelas realizou batida nos escritórios da Arquidiocese de Bruxelas na quinta-feira, fizeram buscas na catedral e tomaram computadores e arquivos das residências do atual arcebispo de Bruxelas e do Cardeal Godfreed Daneels que se aposentou como líder da igreja na Bélgica em janeiro.
A polícia disse que as batidas, conduzidas enquanto os bispos estavam em reunião no prédio, estavam ligadas às alegações de abuso sexual do clero e a longa história de acobertamentos da hierarquia belga.

O Pe. Tom Euteneuer, autor e presidente de Human Life International (HLI), disse para LifeSiteNews.com (LSN) que ele está com o papa e condena incondicionalmente as ações da polícia como "enorme violação da confidencialidade" das vítimas que haviam confiado segredos às autoridades católicas, e uma "brutal ação policial" contra a Igreja.
Contudo, ao mesmo tempo ele apontou para os anos de antagonismo público por parte da liderança católica da Bélgica ao ensino moral sexual da Igreja que forneceu ao governo fortemente secularista a desculpa necessária para o ataque.

"Como é que é possível", o Pe. Euteneuer disse, "ver isso como qualquer coisa, a não ser retribuição pelos pecados de uma igreja que está nas quatro décadas passadas num estado de contínua dissidência pública?"

As batidas policiais foram denunciadas pelo Papa Bento 16 que condenou a "maneira surpreendente e deplorável em que foram realizadas buscas". Tarcisio Bertone, o secretário de Estado do Vaticano, lançou um protesto formal ao embaixador belga na Santa Sé dizendo: "Não há precedentes — nem mesmo sob os velhos regimes comunistas" para tal tratamento da igreja por parte de autoridades seculares.
O Pe. Euteneuer disse que, "Deus às vezes permite que as ações dos pagãos castiguem e corrijam os abusos de Seu povo amado.
Qualquer que seja a interpretação da ação agressiva da polícia, vamos só aproveitá-la como uma convocação para despertarmos e voltarmos à ortodoxia e fidelidade a Cristo".

Na quinta-feira, a polícia invadiu a catedral de Mechelen-Brussels fazendo buscas até mesmo na cripta onde bispos do passado estão enterrados. Eles confiscaram 450 arquivos contendo relatórios de crimes sexuais cometidos pelo clero que já haviam sido apresentados a uma comissão de investigação interna da Igreja. A polícia isolou o prédio onde os bispos estavam em reunião, detendo-os por várias horas e confiscando seus celulares.

O Papa Bento 16, numa mensagem ao arcebispo recentemente nomeado de Bruxelas, Andre-Mutien Leonard, pediu que as autoridades respeitassem os direitos das vítimas, cujas declarações, dadas em confiança à comissão independente de investigação da Igreja, foram também tomadas.

Os bispos belgas responderam às batidas encerrando a comissão. Seu presidente, o psiquiatra infantil Peter Adriaenssens, disse que as autoridades belgas haviam traído a confiança de aproximadamente 500 vítimas que haviam feito queixas durante os passados dois meses. Ele culpou promotores estaduais por irem atrás de vítimas traumatizadas demais para falar com a polícia. "Fomos usados como isca", disse ele.

O Cardeal Danneels, que há muito tem sido uma luz importante da ala "progressista" liberal-esquerdista da Igreja Católica na Europa, ficou "muito chocado" com as ações da polícia. Um porta-voz disse: "Posso lhes assegurar que o cardeal havia previsto sua aposentadoria de forma diferente".

Danneels, por décadas uma importante voz européia de oposição ao ensino católico sobre contracepção artificial e homossexualidade, era colega íntimo e protetor do Bispo Roger Vangheluwe de Bruges. Vangheluwe se demitiu em abril depois de confessar ter tido abusado sexualmente de meninos, inclusive seu próprio sobrinho, antes e durante todo seu tempo como bispo. Depois dessas revelações a Igreja estabeleceu a comissão independente que foi imediatamente inundada com centenas de queixas de abuso sexual por parte de padres.

Há muito tempo o queridinho da mídia secular, Danneels figurou de forma proeminente num artigo publicado no mesmo dia das batidas, detalhando a oposição aos esforços dos pais para impedir um "texto de catecismo" sexualmente explícito escrito e aprovado pelas autoridades católicas belgas para uso de crianças e adolescentes.

O texto inclui o desenho de um bebê do sexo feminino nu, legendado para mostrá-la dizendo que ela estava gostando de ter atos sexuais realizados nela e de observar seus pais terem sexo. A política e escritora Alexandra Colen citou uma carta que ela havia enviado a Danneels em 1997 protestando contra o texto que ela disse, "cria pedófilos". Ela disse que quando foi a público em sua luta contra o texto, ela recebeu o apoio de centenas de pais que revelaram práticas sexuais mais explícitas que estavam sendo ensinadas em escolas católicas na Bélgica.

No site de notícias Brussels Journal, Colen disse que em resposta aos protestos contra o texto, Danneels lançou uma campanha nos meios de comunicação difamando Colen e outros pais. Colen aponta para o relacionamento íntimo entre Danneels e Vangheluwe, que era o bispo supervisor da Universidade Católica de Leuven e do Seminário de Bruges onde o texto foi escrito e editado.

Ela escreve que, considerando as revelações acerca de Vangheluwe: "Hoje este caso, que data de 12 anos atrás, assume um significado novo e sombrio".

Veja a Reportagem Especial de LifeSiteNews.com:
Roots of Sexual Abuse in the Church: Homosexuality, Dissent and Modernism

http://www.lifesitenews.com/ldn/2002/jun/020618a.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com



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