quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cardeal venezuelano denuncia ditadura socialista marxista de Hugo Chavez


O cardeal arcebispo de Caracas provocou indignação no presidente venezuelano Hugo Chavez depois de denunciar o regime do presidente por impor um sistema totalitário "marxista comunista" no país.
Os dois vêm brigando verbalmente há semanas depois que se descobriam centenas de milhares de toneladas de alimentos estragados que estavam sendo distribuídos para consumidores por meio do sistema do governo.
"Não é uma questão envolvendo somente a perda de centenas de milhares de toneladas de alimentos, mas o que isso significa", disse o Cardeal Jorge Urosa Savino numa entrevista publicada pelo jornal El Universal em 27 de junho. Ele explicou que "tudo isso ocorreu porque o governo, que tem a intenção de controlar todas as áreas, está avançando uma linha e caminho totalitário além das tarefas que lhe são devidas, tais como garantir a segurança pessoal e patrimonial dos cidadãos, o bom funcionamento dos serviços públicos, a soberania e independência do país".
O regime de Chavez está "intervindo em todos os aspectos da vida dos venezuelanos na imposição de uma linha marxista comunista", acrescentou ele.
Em anos recentes, Hugo Chavez se apoderou do controle de numerosos setores econômicos, inclusive distribuição de alimentos, provocando em seguida séria escassez de produtos básicos. Ele também tem adotado medidas para silenciar os oponentes a força, revogando as concessões de transmissão de numerosas estações de rádio e televisão e prendendo seus oponentes políticos, levando a acusações de que Chavez está buscando estabelecer um estado totalitário.
O governo, disse Urosa na entrevista, "está exercendo funções que são devidas a particulares, aqueles que de acordo com a Constituição têm o direito de participar das atividades econômicas. Essa intervenção em todas as áreas da economia, indo além dos controles necessários, é uma manifestação da linha marxista comunista que o presidente quer impor…"
"O totalitarismo marxista permite, para aqueles que ocupam elevadas posições no governo, a dominação absoluta sobre o resto da população e isso é algo que questiona a doutrina social da Igreja, pois gera grandes injustiças e a sujeição do povo ao governo", acrescentou Urosa.
Com relação à afirmação de Chavez de que Jesus Cristo era socialista, Urosa foi inequívoco.
"Esse é um grande erro. Jesus Cristo não era socialista nem monarquista nem republicano nem liberal nem um líder político", disse ele. "Ele era um líder religioso e mais especificamente, o Filho de Deus feito homem. Ele está acima de todos os sistemas, ideologias ou regimes. Os sentimentos religiosos das pessoas estão sendo manipulados com essas afirmações. O que Jesus Cristo promoveu foi o amor fraternal, a justiça, a grandeza dos seres humanos".

Chavez responde

O presidente Hugo Chavez não tem levado a nível pessoal os comentários críticos do Cardeal Urosa. Em vez disso, ele responde chamando o prelado de "troglodita", e exortando-o a fazer penitência por seus comentários, levando a respostas na mesma moeda que têm durado mais de duas semanas.
"Esse cardeal, que me acusa de violar a Constituição, teria de provar isso diante de um tribunal", Chavez disse numa de suas respostas. "Ele não está respeitando o povo e a nação inteira porque ele está mentindo".
"Agora me acusam de ser tirano, que estou conduzindo a Venezuela a uma ditadura. Esse cardeal da Igreja Católica até faz a acusação de que estamos construindo o comunismo aqui", disse Chavez, acrescentando que "esse cardeal sabe que está mentindo".
Chavez também acusou Urosa de estar sob o controle de sua oposição política, bem como dos Estados Unidos, e até mesmo de ter participado sem êxito do golpe de 2002 que tentou removê-lo do poder. "Agora esse cardeal aparece, pois ele foi enviado aqui pelos sujeitos imundos, os ianquesinhos, para tentar amedrontar o povo falando de comunismo, que o comunismo chegou. Escutem, ele é um troglodita".
É de destacar que Chavez, numa longa declaração postada no próprio site do governo, admitiu que ele realmente se considera marxista, embora não o veja como "dogma".
Afirmando que "tem muito orgulho de ser bolivariano, cristão… e também marxista", Chavez disse também "se você enxerga aí uma contradição, pouco posso fazer para fazer você entender; em mim essas três concepções de vida vivem juntas em íntima irmandade".
Urosa e o resto da hierarquia católica da Venezuela têm respondido defendendo os comentários de Urosa e condenando Chavez por recusar considerar seu valor. Urosa também negou que esteja aliado a qualquer oposição política a Chavez.
"Em várias ocasiões o presidente me ofendeu verbalmente, expondo-me à zombaria pública. Rejeito totalmente essas agressões que são indignas daquele que as faz", Urosa observou numa comunicação recente.
"Em vez de refletir e ponderar nos argumentos apresentados e retificar sua linha de conduta, ele se limita a insultar e ofender", ele disse de Chavez.
Ele também repetiu suas acusações anteriores, avisando que Chavez "quer arrastar o país para a estrada do socialismo marxista que controla todos os setores, é totalitário e leva a uma ditadura, nem mesmo do proletariado, mas da liderança".

As palavras do cardeal refletem o ensino católico

As palavras do Cardeal Urosa refletem o ensino tradicional da Igreja Católica de que o socialismo é incompatível com o Cristianismo. Condenações claras e inequívocas do socialismo podem ser encontradas nas declarações oficiais dos papas, datando da década de 1870, quando o Papa Leo XIII decretou uma encíclica para o propósito expresso de condená-lo.
Em sua encíclica Quod Apostolici Muneris (1878), Leo acusou os socialistas de "roubarem o próprio Evangelho com a finalidade de enganar os incautos com mais facilidade", e disse que eles "estão acostumados a distorcê-lo a fim de satisfazer seus próprios propósitos, apesar de que são grandes as diferenças entre os ensinos depravados deles e a puríssima doutrina de Cristo de que nada maior poderia existir: 'pois que participação há entre a justiça e a injustiça ou que comunhão há entre luz e trevas?'"
Pio XI, escrevendo em 1931, reconheceu que "O socialismo, como todos os erros, contém um pouco de verdade", mas apesar disso é "incompatível com o verdadeiro Cristianismo. O socialismo religioso, o socialismo cristão, são termos contraditórios; ninguém pode ser ao mesmo tempo um bom católico e um verdadeiro socialista".
As palavras desses pontífices foram ecoadas pelo Papa João Paulo 2 em sua encíclica Centesimus Annus de 1991, onde ele declarou que "o erro fundamental do socialismo é de natureza antropológica".
"O socialismo considera a pessoa individual simplesmente como um elemento, uma molécula dentro do organismo social, de modo que o bem do indivíduo é completamente subordinado ao funcionamento do mecanismo socioeconômico", explicou o papa. "De forma semelhante, o socialismo sustenta que o bem do indivíduo pode ser alcançado sem considerar seu livre arbítrio e a responsabilidade exclusiva que ele exerce em face do bem ou do mal. O homem é assim reduzido a uma série de relacionamentos sociais, e o conceito da pessoa como sujeito autônomo de decisão moral desaparece, o próprio sujeito cujas decisões constroem a ordem social".
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com


Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina
CARACAS, Venezuela, 13 de julho de 2010 (Notícias Pró-Família)

BRASIL: TERRA DO AVIVAMENTO - TERRA DA ADORAÇÃO AO ÚNICO SENHOR, JESUS CRISTO!

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