domingo, 6 de fevereiro de 2011

O homem que multiplica fiéis


Com discurso de homem do povo, carisma inato e um aparato
de comunicação competente, 
Valdemiro Santiago faz sua Mundial ascender ao topo das
igrejas neopentecostais do Brasil
Rodrigo Cardoso e João Loes. Fotos Pedro Dias/
Agência ISTOÉ
 










Com microfone em punho, Valdemiro Santiago de Oliveira, 
todo-poderoso líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), 
caminha bambeando de um lado para outro do altar fincado bem
no centro de um galpão 
de 18 mil metros quadrados, localizado no Brás, bairro da região
central de São Paulo. 
Dez mil pessoas se aglomeram ao redor do autointitulado 
apóstolo, em estado de atençãoe êxtase, à espera de uma palavra,
um 
toque, um abraço. Com o rebanho em suas mãos, e um timing 
digno de showman, ele chora, gargalha, transpira. Está entregue 
à multidão. 
A voz rouca sai carregada de ironia e ornamentada por um sorriso
de canto de boca. 
"Está um congestionamento aqui fora. Ouvi dizer que acontece
uma feira na redondeza!", diz. 
Mas não há feira nenhuma. O movimento na região é provocado
pelos concorridos cultos desse 
mineiro de 47 anos, natural de Cisneiros, distrito de Palma, a
400 quilômetros de
Belo Horizonte.
E Santiago sabe muito bem disso. Há 30 anos no movimento
neopentecostal brasileiro, s
egmento que mais cresce no Brasil (deve chegar a 40 milhões
de adeptos no novo Censo), o 
homem forte da Mundial é o mais fulgurante fenômeno religioso
do Brasil atualmente. Sua 
identificação direta com a massa – é negro, tem sotaque caipira
e português falho, trabalhou 
na roça e passou fome – o coloca nos braços humildes e carentes
daqueles que procuram uma 
solução espiritual para as mazelas da vida.
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FÉ - Terça-feira, 11 de janeiro, 12h30: em pé em uma 
banqueta,  o apóstolo 
Valdemiro Santiago dispensa o almoço para abençoar 
cerca de mil fiéis em 
fila no templo-sede da Igreja Mundial, no Brás, em 
São Paulo
 
"Quem me viu na tevê? Quem foi a Interlagos?", questiona Santiago,
enquanto os fiéis, contidos 
por obreiros, se debatem e gritam em sua direção. No primeiro
dia de 2011, o religioso ganhou 
minutos preciosos em rede nacional por causa da massa
impressionante de discípulos que 
conseguiu arregimentar em pleno 1º de janeiro, vinda de todos
os cantos do Brasil para 
celebrar com ele no autódromo de Interlagos. Segundo os
organizadores do evento, 
havia lá 2,3 milhões de pessoas. Nos dias 9 e 11 de janeiro, quando
a reportagem de 
ISTOÉ acompanhou os cultos na sede mundial da IMPD, no Brás,
uma antiga fábrica 
comprada por R$ 60 milhões em 60 parcelas de R$ 1 milhão, o
apóstolo faturou sobre essa 
exposição em horário nobre. "Ninguém pode dizer que
sou um sujeito dotado de uma inteligência, 
uma sabedoria", disse Santiago à ISTOÉ, currículo escolar findo
no quinto ano do 
ensino fundamental, mas alinhado em um terno bem cortado,
gravata, camisa com 
abotoaduras douradas e sapatos tamanho 44 impecáveis.
"Quem olha a minha vida e faz uma 
análise não tem como não glorificar Deus."
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GLÓRIA  - O ex-roceiro, que cuidava de marrecos e foi 
viciado em 
drogas, é ovacionado por 2,3 milhões de pessoas,  em 
Interlagos, no primeiro 
dia de 2011
 
De fato, o garoto que perdeu a mãe aos 12 anos e caminhava oito
quilômetros por dia 
para levar marmita para os familiares na roça lidera, hoje, um
império religioso que conta com 
três mil igrejas espalhadas pela América do Sul e do Norte,
Europa, Ásia e África e 4,5 milhões de 
fiéis, de acordo com dados da própria IMPD (leia ao lado quadro
comparativo com 
outras denominações evangélicas). Treze anos depois de fundar
a Mundial, o homem que gosta 
de cultivar a fama de matuto mora em um condomínio de luxo
em Barueri, na Grande São Paulo, 
e tem na garagem três carros importados blindados – uma Land
Rover, um Toyota e um 
Peugeot. Motoristas e seguranças particulares estão sempre à
sua disposição. Helicópteros e 
um jato particular também. A Igreja Mundial, por sua vez,
tem inaugurado um novo templo por 
semana e honra, mensalmente, uma despesa em torno de R$
40 milhões. O dinheiro da igreja 
vem, principalmente, do dízimo arrecadado. Membros da IMPD
estimam receber de doação 
em seus cultos uma média de R$ 10 por fiel. Há, ainda, envelopes
nas cores ouro, prata e 
bronze. Pastores afirmam que a diferenciação não está diretamente
 ligada ao valor a ser dado 
à igreja. Segundo eles, cada tipo de envelope contém uma
mensagem diferente. Nesse primeiro 
mês de 2011, o apóstolo reforçou o pedido por doações
argumentando despesas com emissoras 
de tevê e rádio. "Ano novo, contratos novos e reajustados...
Essa semana preciso muito de sua 
ajuda. Quem pode trazer até terça-feira R$ 100?", perguntou
Santiago. A quantia foi diminuindo 
à medida que o tempo ia passando. "E uma oferta mínima de
R$ 30? Quem puder, fique de pé 
que o obreiro irá dar o envelope."
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CURA - O milagre é o carro-chefe da Igreja Mundial.
Pessoas com câncer e até cadeirantes 
testemunham ter se curado com a intervenção de 
Santiago e seus pastores
 
É a mística de milagreiro de Santiago a chave de seu sucesso e a
responsável pelo 
fenômeno da multiplicação de fiéis à sua volta. E a televisão
amplifica em doses continentais 
esse poder de comunicação inato do líder evangélico.
Atualmente ele ocupa 22 horas 
diárias na programação da Rede 21, que pertence ao grupo
Bandeirantes, ao custo de 
R$ 6 milhões mensais. Com mais R$ 101 mil por mês, pagos à
Multichoice, empresa 
sul-africana distribuidora de sinal, também está no ar em Angola,
Moçambique, Guiné Bissau, 
São Tomé e Príncipe, Líbia, Zimbábue e Botswana. Na telinha, o
que se vê são os cultos de 
Santiago em seus templos. Para isso, a performance do pastor é
acompanhada, minuto a 
minuto, por fotógrafo e uma equipe de cinegrafistas, que
registram tudo para ser divulgado, 
além da tevê, no jornal, na revista e na rádio da igreja. Na
África do Sul, a Mundial possui uma 
hora de programação na TV Soweto, ao custo de R$ 59 mil
mensais. Em Maputo, a 
capital de Moçambique, uma tevê e uma rádio já estão sob o
domínio da corrente 
evangélica do ex-roceiro, fissurado, segundo palavras dos
próprios membros da igreja, 
por se comunicar com os súditos via tevê. Afinal, se em um
templo como o do Brás o apóstolo 
consegue falar para 30 mil pessoas, no ar, citando apenas os
que possuem antena parabólica no 
Brasil, ele chega a 25 milhões de lares via Rede 21.
Não e à toa que, anunciados pela telinha, seus eventos estão
sempre lotados. "Aquela 
máxima da publicidade de que uma imagem vale mais do que
mil palavras se aplica muito
bem a Valdemiro", afirma Ronaldo Didini, ex-membro da cúpula
da Universal e braço-direito 
de Santiago, que responde pela estratégia de mídia da igreja.
Além dele, são dirigentes da 
Mundial um consultor financeiro, também ex-Universal, e três
deputados eleitos no último pleito 
– dois federais (José Olímpio, PP/SP e Francisco Floriano, PR/RJ)
e um estadual (Rodrigo 
Moraes, PSC/SP). "As coisas são cada vez mais rápidas e
profissionalizadas na Mundial", 
diz o pesquisador Ricardo Bitun, autor da tese "Igreja Mundial
do Poder de Deus: 
Rupturas e Continuidades no Campo Religioso Neopentecostal",
defendida na Pontifícia 
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Isso ocorre, em
grande parte, por conta de um 
fenômeno conhecido como nomadismo religioso. Se durante
muito tempo a Igreja Católica era
a maior fornecedora de ovelhas ao rebanho pentecostal, agora
esses últimos trocam de fiéis 
entre si. "Meu trabalho é o altar; meu negócio é multiplicar as
almas", diz Santiago, que 
também fatura com a crise de igrejas como a Renascer em
Cristo, por exemplo, que perdeu 
em 2010 seus discípulos mais ilustres, o jogador de futebol
Kaká e sua mulher, Caroline Celico.
A ascensão de Santiago ao olimpo dos líderes religiosos do
Brasil começou a ser moldada 
em 1976, quando, aos 16 anos, ele se converteu ao protestantismo.
Naquela época, o garoto 
revoltado e de difícil trato, que em Cisneiros cuidava de
marrecos, arava a terra e colhia ovos 
de anu para fazer omelete, morava com um dos 12 irmãos na
mineira Juiz de Fora. Nessa
cidade, trabalhava como pedreiro e levava uma vida
desregrada. Dormia muitas noites na 
calçada e era viciado em drogas – ele se limita a dizer que
consumia "álcool e substâncias 
sintéticas em forma de comprimidos". Até que um pastor
lhe estendeu a mão e Santiago 
passou a pregar. Foi obreiro, pastor, bispo e membro da
cúpula da Igreja Universal do 
Reino de Deus (Iurd). Nos templos de Edir Macedo, atuou
por 18 anos e se desligou em 1997, 
depois de um suposto desentendimento com o líder
evangélico. Já havia, porém, decorado a 
cartilha de seu mentor. Pesquisador da área da sociologia
da religião, Ricardo Mariano 
afirma que as crenças e práticas mágico-religiosas da
Mundial são uma cópia da Universal. 
Tanto que até o nome da igreja de Santiago, Igreja Mundial
do Poder de Deus, é uma evidente
inspiração na primeira casa: Igreja Universal de Reino de
Deus. Perspicaz, o religioso 
caipira foi beber da fonte que já havia sido aprovada pelo
público. Tanto que, além de convidar
parte da cúpula da IURD, atraiu também dezenas de
pastores, prática que adotou até um 
ano atrás, quando membros da Mundial começaram a
temer que houvesse "universais" 
infiltrados em suas fileiras.
No altar da igreja que fundou em 1998 Valdemiro passou
a receber portadores do 
vírus da Aids, doentes de câncer e até cadeirantes
desenganados pela medicina. As pessoas em 
cadeira de roda são, até hoje, um dos campeões de audiência.
É comum encontrar no 
templo fiéis carregando para o alto cadeiras de roda, num
gesto explícito de libertação. 
Em um programa no início de janeiro, o apóstolo protagonizou,
via tevê, uma situação do tipo. 
Ao seu lado, caminhando, um ex-paralítico afirmava ter
permanecido imóvel por 
15 anos. A reportagem de ISTOÉ tentou contato com esse
homem, mas membros da cúpula 
da Mundial disseram ser impossível localizá-lo, pois as
fichas de identificação ainda 
não estão informatizadas e há muitos casos como o dele.
O pastor mineiro usa como nenhuma outra liderança
pentecostal os depoimentos de 
enfermos e a evocação da cura divina. Juntos, eles provocam
uma catarse espiritual. 
Os fiéis da IMPD fazem fila para testemunhar, no altar ao
lado do apóstolo e com exames 
médicos em punho, que a medicina já os havia desenganado,
mas que a intervenção 
milagrosa os salvou. "Na Igreja Mundial, o toque no corpo
de Santiago é muito 
valorizado", diz o sociólogo da religião Flávio Pierucci, da
Universidade de São Paulo (USP). 
Aos 61 anos, a católica catarinense Aledir Lachewtz, 61 anos,
levou fotos e 
roupas de sua tia octogenária que sofria com um edema
pulmonar para serem abençoadas 
em um culto na IMPD. "Os médicos diziam que não tinha mais
jeito", conta Aledir. 
"Mas, depois das bênçãos, novos exames não apontaram mais
nada. O apóstolo tem muito 
poder de cura." Essa espécie de pronto-socorro espiritual,
como define o teólogo Edin 
Abumansur, da PUC-SP, floresce de modo particular na Mundial.
Enquanto Santiago prega, 
dezenas de placas com os dizeres "Aqui tem milagre" são levantadas
por obreiros para 
auxiliá-lo. Selecionado previamente e de posse de exames médicos
que revelariam 
primeiro a enfermidade e, em seguida, o desaparecimento dela –
 chamado na IMPD 
de "o antes e o depois" –, o fiel é alçado ao microfone ao lado do
pastor. E é nessa hora que 
o líder da Igreja Mundial vira astro.
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"Meu trabalho é o altar; meu negócio é  multiplicar 
as almas" Valdemiro 
Santiago,  da Igreja Mundial do Poder de Deus
 
Do alto de seu 1,90 e 103 quilos (chegou a ter 153, mas emagreceu
após uma cirurgia bariátrica, 
há oito anos), o apóstolo grampeia o rosto da pessoa contra o seu
peito. Abraça, chora e grita, 
como fez com a mãe que atribuiu a cura de sua filha de 6 anos, que
voltou a andar e a falar 
contrariando prognósticos médicos, segundo ela, à fé e às orações
feitas na IMPD. 
"Esse Deus é poderoooso! Isso é para sacudir o barraco do
cramunhão e botar pra baixo!", 
berra o religioso. Ricardo Mariano, professor do programa de
pós-graduação em ciências 
sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
(PUC-RS) e um 
dos maiores especialistas do Brasil em movimento neopentecostal,
contextualiza: "A ênfase 
pentecostal na cura divina já tem mais de 60 anos e foi uma das
principais responsáveis 
pelo crescimento desse movimento religioso na América Latina
e na África. Desde então, 
constitui uma das iscas mais atraentes de potenciais adeptos aos templos."
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ANTES E DEPOIS - Os fiéis choram e se emocionam, 
muitos apresentando exames médicos que revelam 
o desaparecimento de uma doença

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Além da eloquência com que evangeliza, Santiago ficou
conhecido por usar chapéus típicos de
quem se criou no meio do mato. Assim também é visto em seus
finais de semana, que acontecem, 
como ele diz, às quartas-feiras. Nesses dias, ele se tranca em um
sítio, em Santa Isabel, a 
50 quilômetros de São Paulo. Lá, desfruta de um pesqueiro, da
piscina e do campo de
futebol, onde organiza e disputa campeonatos entre times
formados por membros de 
seu ministério. "Mas o que gosto mesmo é de sentar na beira do
rio, com minha varinha de 
pescar", diz. "Sou um sujeito de pouca educação. É uma coisa de
chucro, de caipira", 
completa ele, uma espécie de Tim Maia do altar, que passa boa
parte do culto distribuindo 
broncas em obreiros, cinegrafistas e músicos que o acompanham.
"Ô, 
oreiúdo (orelhudo), abre passagem para a mulher chegar até aqui",
disse o chefe da IMPD a 
um pastor, no culto do domingo 9, provocando gargalhadas nos
súditos. 

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EM FAMÍLIA - A bispa Franciléia, mulher de 
Valdemiro, também é uma 
oradora eloquente
 
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Juliana, filha do casal, canta no coral da igreja

Nem mesmo a esposa, a bispa Franciléia, com quem vive há 26
anos, e as duas filhas 
do casal, Rachel, 25, e Juliana, 23, que também trabalham em
prol do ministério, 
escapam de seus pitos. O apóstolo também é conhecido por ser
incansável na rotina 
de sua Mundial. Há dias em que nem volta para casa. "Tenho um
quarto na igreja", conta
Santiago, referindo-se ao templo do Brás. "Em casa, tenho dormido
três, quatro vezes 
no mês", completa ele, que diz desfrutar, por noite, de apenas
quatro horas de sono. 
Membro da IMPD, Fernando Trizi reforça o fato. "Antigamente,
muitos fiéis dormiam 
aqui na igreja. E, algumas vezes, o apóstolo acordava de madrugada,
descia do 
quarto e, de pijama, orava com eles." Ao valorizar a ingenuidade e
a simplicidade, o 
religioso prosperou. "O que chama mais a atenção é a emergência
de uma autoridade 
religiosa pentecostal de expressão nacional negra, tal como o
restante da cúpula da
igreja", diz Mariano, autor de "Neopentecostais: Sociologia do
Novo Pentecostalismo 
no Brasil" (Edições Loyola, 1999). Ao contrário de outras
neopentecostais de peso, 
como a Renascer e a Universal, que ficaram mais requintadas em
relação ao público 
que as frequenta, prometendo prosperidade àqueles que também
desejam ascensão 
material, a Mundial tem acolhido a classe menos favorecida, um
aglomerado de 
gente humilde que não se identifica mais com as outras
denominações.
Na IMPD, porém, essas pessoas enxergam em seu líder
uma figura que, 
mesmo de terno e gravata e sob os holofotes, fala a
língua delas. Foi por 
meio dessa habilidade inata que muitas personalidades
deixaram 
para trás o passado sofrido e se tornaram notórias.
"O Valdemiro é como 
o Silvio Santos ou o Lula. O camelô que deu certo, 
mas nunca deixou de ser 
camelô. O metalúrgico que virou presidente da 
República, mas não deixou de ser metalúrgico”, compara 
Bitun. Os astro evangélico promete milagres
como se contasse um causo. Apelo irresistível aos 
corações aflitos.
 

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Fonte: Reportagem reproduzida na íntegra sem qualquer comentário deste Blog Renato Jr.  a título de informação para nossos leitores - ISTOÉ Independente



Fonte: BLOG ... Renato Jr.


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