sexta-feira, 5 de agosto de 2011

LINDOLFO COLLOR e a história de Barretos. Via @odiariodebtos

LINDOLFO COLLOR

O que esse personagem tem a ver com a história de Barretos?


Vejamos o que Osório Rocha diz sobre ele, na página 308, em seu livro Barretos de Outrora, editado em 1954. "À 14 inaugura-se a bitola larga da Companhia Paulista de Estrada de Ferro.

Vários elementos da Ditadura visitam a terra conquistada de São Paulo, com ares arrogantes. Passa por Barretos Lindolfo Collor. Ali homenagens oficiais lhe serão prestadas e ele faz praça do seu descaso, da sua indiferença. Ouve o discurso do Prefeito de charuto na boca, olhando para os lados, distante, como se aquilo não fosse com Sua Imensa Excelência".

Faço aqui um parêntese, para comentar o texto acima:

1º) - Como Osório Rocha estava relatando fatos acontecidos em 1930 - (" durante todo o ano de 1930 há como um hiato na vida regular do país".) – permito-me deduzir que a inauguração referente a Companhia Paulista de Estrada de Ferro deu-se em 14 de dezembro de 1930, sendo recém investido Prefeito de Barretos, o dr. Jerônimo Serafim Barcelos.

2º) – Apesar de Osório Rocha ter grafado o sobrenome Color - com uma só letra "l", tenho a convicção que ele se referia a Lindolfo Collor.

Vejamos agora, quem é esse senhor empedernido, arrogante e dono de uma postura de um ser superior (*) - de nome Lindolfo Collor- tendo como fonte a Wikipédia – a enciclopédia livre.

Lindolfo Leopoldo Boeckel cuja grafia alemã é Lindolf Leopold Boeckel, era filho de João Boeckel e Leopoldina Schueiner, luteranos, descendentes dos primeiros imigrantes alemães que aportaram ao Brasil no começo do século passado.

Tinha poucos anos quando perdeu o pai.

Sua mãe mudou-se com os três filhos – Alcides, Elvira, e Lindolfo – para São Gabriel da Estrela (RS), onde tornou-se, pouco depois, a casar-se com João Antonio Collor, um alemão nato, que havia sido dono de uma linha de navegação do rio Cai.

Dessa união não nasceram filhos, mas o padrasto criou grande afeição pelo menino Lindolfo, a quem se empenhou a dar a melhor educação que pode.

Como penhor da gratidão e de afeto, desde jovem, Lindolfo acrescentou o sobrenome – Collor, (do padrasto) , ao do seu pai biológico.

Lindolfo foi o primeiro Ministro do recém criado Ministério do Trabalho de Getúlio Vargas.

Vargas fora alertado por Flores da Cunha e Batista Luzardo, que Lindolfo Collor, só aceitaria algum cargo em seu governo, no Ministério do Trabalho.

Getúlio Vargas afirmou:

"Está bem. Vou fundar esse Ministério para aquietar o alemão" (**)

A permanência de Lindolfo no Ministério durou apenas 15 meses – de dezembro de 1930 a março de 1932.

Desde então, Lindolfo passou a fazer oposição a Getúlio Vargas, o que o obrigou a exilar-se na Argentina.

Notas no texto:

(*) – esta é uma das características de personalidade que Lindolfo passou por herança genética, a seu neto Fernando Collor de Melo (vai ser "posudo" assim - na Conchichina !).

(**)– li num dos sites (que infelizmente perdi a sua localização) – em que o biógrafo de Lindolfo Collor, disse que ele nunca fazia alarde de sua origem germânica.

Como um adendo - lembrando que durante a campanha a Presidência do Brasil - os marqueteiros de Fernando Collor, usaram a palavra C O LL O R, com as letras L coloridas – a primeira - de verde - e a segunda de amarelo, como símbolo da sua campanha.

Entretanto, o povão mal sabia que esse COLLOR, não tinha nada a ver com a genética paterna e materna dos pais de seu avô Lindolfo Collor, sendo apenas um adendo de gratidão.

Notas fora do texto:

Em meados de 1929, meu pai – José Murta com 20 e poucos anos de idade – recém-casado – fora transferido do Centro Telefônico de Cravinhos (SP) para Barretos, com a incumbência de reorganizar e reestruturar o Centro Telefônico de Barretos, de propriedade da Companhia Telefônica Brasileira (atual Telesp).

Meu pai, contou-me toda a sua "odisseia" para levar a contento, a missão que lhe fora pedida.

Tomei nota de todos os detalhes de sua narrativa, escrevi um texto a respeito do assunto, e apenas Wander Pereira e o Brito - atual presidente do instituto dos funcionários públicos municipais de Barretos – tiveram acesso ao mesmo, sendo que tal texto faz parte de meu "livro" "Memórias", tendo exemplares do seu texto, somente meu filho Marcelo Murta e o colega Clóvis Roberto Teixeira.

Em 26 de janeiro de 1930, aqui nasci – numa modesta casinha nos fundos de uma residência, situada na avenida 19 entre as ruas 26 e 28.

O livro Barretos de Outrora foi-me ofertado pelo Tenente Brasilino em 7 abril de 1965 (na época meu vizinho) com a seguinte dedicatória :

Ao Dr. Paulo Murta

Recordação do amigo,

Tenente Brasilino da Silva

Barretos , 7 /4/ 65.


Dr. Paulo Murta



Artigo publicado no jornal O Diário de Barretos

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