sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Dissidente chinês cristão busca asilo nos EUA

O Dragão Gigante engole todo tipo de ação cristã, matando ou calando os cristãos, mas mesmo assim milhares se convertem à Cristo diariamente na China.

Veja esta matéria que fala da perseguição atroz que sofrem os cristãos chineses:


Um dos dissidentes cristãos mais conhecidos da China, Yu Jie, afirmou nesta sexta-feira que encaminhou aos EUA um pedido de asilo e disse que revelará os horrores de um ano sob prisão domiciliar e a tortura a que foi submetido durante uma repressão do governo a opositores no ano passado.
Yu declarou que vai relatar os abusos em depoimento perante uma comissão do Congresso dos EUA na semana que vem, dando destaque assim à questão dos dissidentes antes da provável visita a Washington do vice-presidente Xi Jingping - cotado para assumir a presidência do país. Xi deve ir aos EUA nos próximos meses.
Yu afirmou que as autoridades se tornaram mais duras depois que outro dissidente, Liu Xiaobo, ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2010.

"Minhas circunstâncias mudaram dramaticamente e eu fui submetido a tortura extremamente cruel", declarou Yu a Retuers por telefone, falando de uma localidade perto de Washington. 

"Uns dias antes da cerimônia de concessão do Prêmio Nobel a Liu Xiaobo fui sequestrado. Várias pessoas tirararam minha roupa e me espancaram até o ponto em que perdi os sentidos e tive de ser levado a um hospital para ser salvo. 

"Segundo Yu, ele passou meses com perda de memória, insônia e dores, e na maior parte de 2011 ficou confinado em sua casa na periferia de Pequim.
Liu foi condenado em 2009 pela acusação de incitar à subversão e sentenciado a 11 anos de prisão. Sua condenação e a prisão domiciliar de sua mulher, Liu Xia, se tornaram o foco de críticas internacionais contra a punição da China a opositores. Ele é um dos mais persistentes críticos dos controles impostos pelo Partido Comunista às religiões e ao posicionamento político contrário ao regime.
O dissidente não explicou se já entrou com o pedido formal de asilo para si mesmo, sua mulher e um filho pequeno, que deixaram a China com ele.

Jornal "O Estado de São Paulo" 13/01/2012  - REUTERS

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